Sobre o Acervo


 

Universidade Federal de São Paulo                                                     Departamento de Medicina Preventiva

Escola Paulista de Medicina                

 

 

Centro de Documentação do Projeto Xingu

O programa de saúde da Escola Paulista de Medicina da Universidade  Federal de São Paulo (EPM/UNIFESP) no Parque Indígena do Xingu, teve início   em 1965, e se estende até os dias atuais. Ao longo dos anos foi se formando   considerável acervo, sob a responsabilidade do Centro de Documentação do   Projeto Xingu, como é conhecido.

 

No conjunto do acervo, merece especial destaque a Ficha Médica  Individual, instituída desde o início do Projeto Xingu, na qual consta o número de   registro, foto e dados de identificação, exame físico e vacinas aplicadas. O sistema   adotado permitiu vencer a dificuldade existente na identificação de cada indivíduo,   decorrente do costume dos índios do PIX de mudarem o nome em várias fases da   vida. As fichas médicas, constantemente atualizadas, por equipes médicas,   registram as intercorrências clínicas, atendimento prestado e o local do exame, o   que tem permitido a realização de numerosos estudos nas áreas da Epidemiologia,   Demografia, História e Antropologia, com a publicação de muitos trabalhos e   apresentações em Congressos no país e no exterior. São cerca de 10.000 fichas   médicas, incluídas as abertas nos primeiros contatos, os óbitos e aquelas em uso   atual. Distribuídas por etnias, aldeias e grupos familiares, constituem um material   inédito em nosso país.

 

Material etnográfico, este acervo conta com cerca de 900 peças permite   demonstrar que a cultura material dos povos xinguanos, embora tenham   incorporado novos elementos ao longo dos últimos anos, tem sido preservada   através de gerações, ao se fazer a comparação com exemplares coletados por Karl   von den Steinen, em 1884/7.

 

Acervo fotográfico, compreende cerca de 30.000 imagens, em parte  formado por fotos de identificação das fichas médicas. As imagens estão digitalizadas e os negativos antigos estão conservados em  envelopes, usando-se material indicado para sua melhor   preservação. Os envelopes são identificados pela data, local, assunto e o nome do   autor das fotos quando disponível. Seleção de  fotos, dispostas em álbuns, facilitam   o acesso às imagens de maior relevância para eventuais trabalhos e pesquisas. Foi   concluída a digitalização dos negativos, assegurando sua preservação e facilitando   o acesso por interessados.

 

Biblioteca, formada por cerca de 600 livros e publicações, ao lado de grande  número de documentos e teses relacionadas ao Projeto Xingu, à politica   indigenista, antropologia e a trajetória da EPM/UNIFESP na atenção à saúde dos   índios do PIX e de outras áreas indígenas do país.

 

Projeto Xingu 

Centro de Documentação