Ambulatório do Índio


O Hospital São Paulo, hospital universitário da Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo EPM/UNIFESP, recebe pacientes indígenas desde a década de 1960, quando tiveram início as atividades do Projeto Xingu no Parque Indígena do Xingu/MT.

Para atender a crescente demanda de pacientes indígenas de diferentes regiões do País, o Hospital São Paulo implantou, em 1992, o Ambulatório do Índio, criando assim uma porta de entrada exclusiva para os indígenas referenciados pelo Subsistema de Saúde Indígena (SASISUS), trabalhando sempre em articulação e colaboração com os órgãos governamentais responsáveis pela saúde indígena no País.

Sua missão é a construção da rede de cuidados nos diversos espaços por onde transitam os pacientes indígenas, coordenando itinerários diagnósticos e terapêuticos nas diversas especialidades e setores do Hospital, consolidando o projeto terapêutico singular de cada paciente.

O Ambulatório do Índio é responsável pela coordenação do cuidado e pela construção dos projetos terapêuticos individuais dos pacientes indígenas. A equipe multiprofissional do Ambulatório do Índio acompanha os pacientes em seu itinerário terapêutico nas diferentes especialidades do Hospital Universitário, Hospital São Paulo e outros serviços vinculados à Escola Paulista de Medicina, sendo responsável pelo resumo final de alta e pelo envio dos relatórios médicos para a Casa de Apoio à Saúde do Índio – CASAI / SP e para os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) de origem do usuário.

A diferenciação dos serviços do Ambulatório do Índio caracteriza-se pela abordagem que valoriza os aspectos culturais envolvidos na determinação das doenças, visando minimizar os conflitos entre o saber biomédico e o tradicional indígena, assim como os impactos da peregrinação diagnóstica e terapêutica a que são submetidos os pacientes indígenas. A partir da concepção teórica e prática da clinica ampliada a equipe procura acompanhar os pacientes, agilizando procedimentos, articulando interconsultas e discussões dos casos, adequando dietas, facilitando o diálogo entre as equipes de saúde do hospital, pacientes e seus familiares e possibilitando a intervenção de médicos e especialistas tradicionais, como pajés e rezadores, no ambiente ambulatorial e hospitalar.