FORMAÇÃO DOS AUXILIARES DE ENFERMAGEM INDÍGENAS


A partir de 1995 foi deflagrada a discussão no Estado de Mato Grosso sobre a  profissionalização dos Agentes Indígenas de Saúde. O perfil profissional que mais se   aproximava dos agentes de saúde, na dimensão técnica, foi o do auxiliar de enfermagem.   A troca de experiências e expectativas entre os agentes de saúde do xingu e de outras áreas   indígenas no estado fortaleceu a proposta do primeiro curso de formação de auxiliares de   enfermagem indígenas. Depois de muita luta a proposta foi acolhida pela Secretaria de   Saúde do Estado de Mato Grosso, por meio da Escola Técnica de Saúde, que deu o respaldo   legal ao curso. O Projeto Xingu participou desde a gestação desta idéia, sua formulação e   execução, de 1997 a 2001, formando 16 auxiliares de enfermagem indígenas no Xingu e   assessorando a formação de um total de 100 alunos indígenas.

Com a profissionalização dos auxiliares de enfermagem indígenas houve um salto de  qualidade no serviço de saúde e passou-se a enxergar de forma mais clara as diferentes   possibilidades de formação no contexto da saúde.

Com a implantação dos distritos sanitários especiais indígenas, em agosto de 1999, a   UNIFESP, indicada pelas lideranças indígenas xinguanas, assume a gerência do DSEI   Xingu mediante convênio com a fundação nacional de saúde (FUNASA). A organização   dos serviços de saúde contemplando todas as dimensões do processo de trabalho   possibilitou a inserção de outros profissionais indígenas, não só da área técnica da saúde,   como os agentes de saúde, saúde bucal, saneamento e auxiliares de enfermagem indígenas,   mas também na área administrativa, de informática, gerência de recursos humanos e   materiais, e apoio, demandando novas áreas de formação e capacitação.